Campanha na praça aborda prevenção ao suicídio

Ações chamaram na praça Pedro Sanches fazem parte do Setembro Amarelo

Ações chamaram na praça Pedro Sanches fazem parte do Setembro Amarelo

Um grupo de pessoas vestidas de amarelo chamou a atenção de quem passou pela praça Pedro Sanches na manhã desta segunda-feira (11). A cor escolhida é em alusão ao Setembro Amarelo, mês de prevenção ao suicídio. Panfletagem com informativos sobre o assunto, o “cesto da verdade” com frases para reflexão e uma encenação lúdica reproduzindo a metamorfose vivida pela lagarta até se transformar em borboleta, fizeram parte da programação.

“Nestas épocas de crise, de crise política, de crise econômica, de desemprego, de instabilidade, isso tudo também abala as pessoas. É um momento oportuno para chamar a atenção para estas questões”, disse o professor aposentado e advogado, Sebastião Garcia de Souza, que passava pela praça e participou da ação.

Segundo dados do Centro de Valorização da Vida (CCV), estima-se que de 10 a 20 milhões de pessoas tentam o suicídio a cada ano. A média brasileira é de 6 a 7 mortes por 100 mil habitantes, bem abaixo da média mundial – entre 13 e 14 mortes por 100 mil pessoas. A maior porcentagem de suicídios é registrada entre jovens. “A gente cresce como aluno, na relação faculdade/sociedade. É uma oportunidade de conscientizar a população sobre a questão que merece atenção”, disse Márcio Claudiano, estudante do 9º período de Enfermagem.

A iniciativa foi uma parceria da Secretaria de Saúde, por meio do Caps AD (Centro de Atenção Psicossocial – Álcool e Drogas) e a Faculdade Pitágoras. “O suicídio está acontecendo debaixo dos nossos olhos, por isso é necessário tentar sensibilizar a população de modo geral, que o problema está presente, que ele afeta o idoso, afeta o jovem. É fundamental sociabilizar o indivíduo para diminuir essa sensação de solidão, de angústia”, afirmou Elaine Cristina Faria, professora de Saúde Coletiva do curso de Enfermagem do Pitágoras.

O suicídio não está necessariamente ligado a uma doença mental, mas a um momento crítico que pode ser superado. “Precisamos e apoiamos estas abordagens para que as pessoas saibam aonde procurar ajuda e saibam que podem e que devem procurar ajuda”, disse o secretário de Saúde, Carlos Mosconi.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, 90% dos casos de suicídio podem ser prevenidos, desde que existam condições mínimas para oferta de ajuda voluntária ou profissional. “O primeiro passo é a pessoa buscar ajuda. Por isso é tão importante oferecer ajuda, divulgar, falar sobre, para diminuir preconceitos que só atrapalham”, explicou Stela Marys Baldon, coordenadora do Caps AD.

A Rede de Atenção Psicossocial (Raps) em Poços é composta por duas unidades do Caps, sendo uma delas o AD, pelo Nasf (Núcleo de Atenção de Saúde da Família), PSFs, Unidades Básicas de Saúde, pronto-atendimento do Hospital Margarita Morales e UPA e pelo Hospital Santa Lúcia.

Para reforça a campanha, o Cristo Redentor está iluminado de amarelo durante todo o mês de setembro.

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