Em conferência, Mosconi reafirma preocupação com a situação financeira do setor

Tema foi "Vigilância em Saúde: Direitos, Conquistas e Defesa de um SUS público e de qualidade".

Tema foi “Vigilância em Saúde: Direitos, Conquistas e Defesa de um SUS público e de qualidade”.

Foi realizada na última quinta-feira (10), na Autarquia Municipal de Ensino, a primeira Conferência Municipal de Vigilância em Saúde, com o tema “Vigilância em Saúde: Direitos, Conquistas e Defesa de um SUS público e de qualidade”.

A abertura teve presença do secretário de Saúde, Carlos Mosconi; do secretário-adjunto de Saúde, Flávio Lima, do vice-presidente da Câmara, Lucas Arruda, do superintendente Regional de Saúde de Pouso Alegre, Luís Augusto Cardoso, do presidente do Conselho Municipal de Saúde, José Carlos de Souza, da advogada Regina Alves, representando os usuários do Sistema Único de Saúde, além de servidores das vigilâncias Ambiental, Epidemiológica e Sanitária, e da população em geral.

A solenidade foi aberta com a fala de Regina Alves. “Estamos aqui para programar qual a nossa atitude, quais os nossos gestos. Precisamos agir de forma que o interesse social seja sobreposto a outros interesses. Precisamos ser mais ativos, participar, cobrar, agir dignamente e conscientemente”.
O presidente do Conselho Municipal de Saúde ressaltou a importância de conferências como esta. “É neste espaço que todos nós temos a condição de fazer uma reflexão, para que se possa construir a horizontalidade do poder, a divisão do poder com o povo, com participação”, disse.

Lucas Arruda valorizou a presença maciça dos servidores municipais. “É muito bacana ver aqui reunidas as pessoas que entram nas nossas casas, que entram nos comércios, nos restaurantes, para cuidar da nossa saúde, para levar prevenção. Quem vivencia esse dia a dia é quem mais pode contribuir para fortalecer esse trabalho em rede”.

O secretário Carlos Mosconi reafirmou a preocupação com a situação financeira da saúde no município. A dívida do Estado por repasses devidos e não feitos a Poços de Caldas desde 2015, já passa dos 15 milhões reais. “É mais uma oportunidade, um momento para discutirmos. A Vigilância tem um trabalho fundamental para a vida das pessoas, de forma silenciosa e sempre presente para promover segurança e prevenção. O que nós queremos é continuar atendendo a população, com qualidade, do jeito que deve ser, mas não posso deixar de relatar essa situação que pode afetar o nosso trabalho. Trabalhamos num déficit enorme. É preciso que o Governo de Minas entenda essa situação e se proponha a resolvê-la”, afirmou.

Após a abertura, o superintendente Luís Augusto Cardoso palestrou sobre o tema da conferência. “Isso que o doutor Mosconi coloca é uma angústia cotidiana de todos os gestores da saúde que precisam lidar com esta falta de recursos. Antes de falar de Vigilância em Saúde, é necessário falar do SUS, um sistema com menos de 30 anos, ainda jovem, mas que apesar dos problemas, já é exemplo para o restante do mundo”, destacou

Após a palestra, os participantes se dividiram em grupos de trabalho para discutir ações de saúde dentro dos eixos: O Lugar da Vigilância em Saúde no SUS; Responsabilidades do Estado e dos Governos com a Vigilância em Saúde; Saberes, Práticas, Processos de Trabalhos e Tecnologia na Vigilância em Saúde; Vigilância em Saúde Participativa e Democrática para Enfrentamento das Iniquidades Sociais em Saúde.

Na conferência, foram escolhidos oito delegados que representarão Poços na Conferência Estadual, que deve ser nos meses de setembro ou outubro, em Belo Horizonte; e na Conferência Nacional que será de 21 a 24 de novembro, em Brasília. A Conferência Municipal de Vigilância em Saúde foi uma realização do Conselho Municipal de Saúde em parceria com a Secretaria de Saúde.

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