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Vacinação contra a rubéola pode ser feita nas unidades de Saúde Imprimir E-mail
08 de outubro de 2008

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Em Poços, o índice de vacinados foi de 82,95%
As pessoas que ainda não se vacinaram contra a rubéola ainda podem receber a dose da vacina nas unidades de Saúde. A Secretaria Municipal de Saúde vacinou 59.987 pessoas de 12 a 39 anos. A meta é vacinar 68.695, o que representa uma cobertura de 95% da população nesta faixa etária.

A campanha de vacinação foi prorrogada até o dia 3 de outubro. No entanto, muitos municípios não conseguiram vacinar todo o público-alvo proposto pelo Ministério da Saúde. Em Poços, o índice de vacinados foi de 82,95%.

Desta forma, a vacinação continua sendo realizada das 8h às 17h, nos postos de Saúde e nas unidades do PSF nos bairros, além da Policlínica, Hospital da Zona Leste e Hospital Margarita Morales. Devem ser vacinados homens e mulheres de 12 a 39 anos. As gestantes não podem receber a vacina.

O foco principal da campanha são os homens até 39 anos. No ano passado, 70% dos casos registrados foram entre pessoas do sexo masculino, nesta faixa etária. No entanto, de acordo com a supervisora do setor de Imunização da Secretaria Municipal de Saúde, Edeli Maria Bortoloto, os homens são os que menos procuram a vacina. “Nós pedimos apoio às mulheres para que elas convençam os homens a se encaminharem às unidades de Saúde”, solicita. Apenas 79,6% da população masculina entre 12 e 39 anos receberam a vacina. Já entre as mulheres na mesma faixa etária, o número chegou a 86,4%.

A partir desta quinta-feira (9), a Secretaria de Saúde começa a realizar um monitoramento das pessoas que ainda não se vacinaram, em parceria com as unidades do Programa Saúde da Família nos bairros.

A campanha de vacinação contra a rubéola teve início no dia 9 de agosto, com término previsto para o dia 12 de setembro. O Ministério da Saúde quer imunizar 70 milhões de pessoas em todo o país.

A rubéola é uma doença aguda causada por vírus que se transmite com muita facilidade. A pessoa doente pode apresentar manchas avermelhadas na pele, começando no pescoço, que depois se alastram para o tronco, pernas e braços. Quando uma mulher grávida mantém contato com as gotículas de secreções de pessoa doente, mesmo assintomática, ela transmite o vírus para o bebê através da placenta. O vírus provoca infecção na placenta e no feto.

A rubéola não é uma doença grave. O problema é quando ela é transmitida à mulher grávida. Neste caso, a gestante pode abortar ou o bebê pode nascer morto. Além disso, o bebê pode nascer com a síndrome da rubéola congênita (SRC) e apresentar alguns problemas que perduram por toda vida como deficiência auditiva, lesões oculares (retinopatia, catarata, glaucoma), problemas no coração (más formações cardíacas) e problemas neurológicos.