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Poços começa a implantar plano diretor da Vigilância em Saúde Imprimir E-mail
17 de novembro de 2006

ImageNa última terça-feira (14), boa parte da equipe da Secretaria de Saúde, funcionários da Vigilância Sanitária (Visa) e vários profissionais da área se reuniram no “Seminário para elaboração do Plano Diretor da Vigilância em Saúde”. Durante todo o dia, eles discutiram como cumprir as diretrizes do “Pacto de Saúde”, que é um trabalho proposto pelo Conselho Nacional dos Secretários Municipais de Saúde (Conasems) e Conselho Nacional de Secretários de Estado de Saúde (Conass). O objetivo do pacto é redefinir as ações do Sistema Único de Saúde (SUS) para dar mais qualidade de vida à população.

“Até hoje o SUS era regido por normas rígidas, iguais tanto para o sul como o norte do País, apesar das diferentes realidades. A proposta do pacto é dar aos gestores de saúde a possibilidade de trabalhar sua área, sua região, seu município e a aplicação dos recursos de maneira mais otimizada. Muitas vezes perdemos verbas da Saúde por causa da burocracia”, explica a secretária adjunta de Saúde, Marema de Deus Patrício.

A discussão de um plano de ação em saúde está sendo feita em todo o Brasil, através desses encontros, onde os assuntos são debatidos e votados em plenária. Os relatórios produzidos em cada cidade serão encaminhados à Brasília, onde serão formatadas as novas diretrizes a nível nacional, estadual e municipal da Vigilância em Saúde. O seminário em Poços aconteceu no auditório do Sesc com a presença também do prefeito Sebastião Navarro, do secretário de Saúde, Mário Roberto Paiva Ferreira, do Conselho Municipal de Saúde e do coordenador da Vigilância Sanitária da gerência regional de Saúde de Pouso Alegre, Régis Kersul.

Vigilância em Saúde
A Vigilância em Saúde engloba as vigilâncias sanitária, epidemiológica e ambiental; além da saúde do trabalhador e da atenção básica e rede assistencial. Ela tem um papel maior do que a VISA, responsável pela fiscalização e orientação em várias áreas, indo de alimentos a locais de uso coletivo (clubes, hotéis, motéis etc.). É um novo sistema de gerenciamento, que tem o objetivo de desenvolver um conjunto de medidas para eliminar, diminuir e prevenir riscos à saúde. Ela também pretende intervir nos problemas sanitários decorrentes do meio ambiente, incluindo o local de trabalho.

“A Vigilância em Saúde vai trabalhar unificando tudo que, diretamente, diz respeito à qualidade de vida do cidadão. Quando um agente comunitário visita uma casa, precisa ter o olhar para as questões ambientais, prestando atenção se os vasos de plantas estão com água parada, por causa da questão da dengue, por exemplo. Ele não é o agente de endemias, mas vai chamar o responsável por esse serviço. É um interligado ao outro”, ressalta Marema.  

O Plano Diretor é o instrumento que deve estabelecer as diretrizes e pautas para ações da Vigilância em Saúde. Ele visa minimizar os riscos sanitários e epidemiológicos, e melhorar os serviços de saúde, através de várias ações, como a análise do contexto econômico e das especificidades regionais e locais. “É um processo novo de trabalho, que exige interação e integração das pessoas em projeto único. A equipe de saúde tem que trabalhar pensando a cidade, quanto ao adoecimento e à qualidade de vida de nossa população, como podemos aplicar melhor os recursos financeiros, materiais e humanos”, explica Marema.