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Seminário discute educação inclusiva Imprimir E-mail
08 de novembro de 2005

Encontro em Poços de Caldas está discutindo a inclusão de alunos especiais nas escolas públicas e privadas. O Seminário de Formação de Gestores e Educadores, é promovido pelo Governo Federal em parceria com a Secretaria de Educação e Cultura, de Poços de Caldas. Professores de 18 cidades começaram na manhã desta segunda-feira a debater o tema: “Educação Inclusiva: Direito à Diversidade”.

O evento, que acontece até sexta-feira (11), promovido pela Secretaria de Educação Especial do MEC, foi aberto pelo prefeito Sebastião Navarro. O chefe do executivo falou da importância da diversidade na vida das pessoas e na formação do caráter de cada um. De acordo com ele, não é mais época de separar o aluno pelo desempenho. Precisamos – diz o prefeito - achar um ponto de equilíbrio para integrar todos sem, no entanto, criar desmotivação.

Samuel Sestaro, de 15 anos, portador da síndrome de down, falou sobre as dificuldades e como conseguir vencê-las. O jovem mostrou registros fotográficos dos primeiros anos de vida e destacou a participação da família como fundamental para socializar o portador da doença.

Por traz da trajetoria de Samuel está o pai e advogado, Antonio Carlos Sestaro, membro do Conselho Nacional de Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência, e presidente da Federação Brasileira das Associações da Síndrome de Down. Segundo ele, o trabalho realizado pelas entidades é para que cada deficiente fale por si, sem ajuda de outros.

Aos educadores Sestaro disse que todos são resposáveis pelo nível de ensino e pela inclusão do deficiente na escola, porque a função principal do professor é formar o cidadão. O advogado indaga, como a educação pode ser um direito de todos, se o deficiente, que paga imposto como qualquer pessoa, quando procura uma instituição de ensino não é atendido?  “A escola está na UTI. Eu tenho a impressão que vou deixar o aos meus filhos um mundo pior do que encontrei”, provocou.

A secretária de Educação do município, Maria Raimunda Souza, diz que situação deve ser encarada com realidade. Por isso – avalia ela – devemos buscar formas para trabalhar com os diferentes porque, muitas vezes, “essa condição de trabalho está dentro de nós mesmo”.