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“Breve dia para sempre” encerra atividades do JulhoFest na Urca Imprimir E-mail
25 de julho de 2008

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A peça foi proposta por Rodrigo França que, no ano passado, participou do espetáculo Versos de Hollanda
O último dia do JulhoFest traz o espetáculo “Breve dia para sempre”, do Rio de Janeiro. A peça, que será apresentada às 19h30, no Teatro Benigno Gaiga, no Espaço Cultural da Urca, no sábado, dia 26 (Ingresso: R$ 1) narra a marcante viagem pelo imaginário de um brasileiro com a necessidade de saber sua identidade

“Breve Dia Para Sempre”, foi proposta por Rodrigo França que, no ano passado, participou do espetáculo Versos de Hollanda. A história conta a saga de um brasileiro como muitos, que não sabe o que é como origem de um povo. Sabe somente que é brasileiro, assim como a maioria das nações do mundo, que pouco conhece sobre sua identidade nacional.

Sua avó deu-lhe o nome de Pindorama, por crer que se trata de um nome de uma pessoa famosa, importante. Esta senhora também desconhece as marcas na pele de nossa nação. Criativo e inteligente, Pindorama prefere ser chamado Zé Pindó, pois, por não o saber o significado de seu nobre nome, tem vergonha e acha pejorativo.

Ele tem um grande ideal que é melhorar sua condição de vida, por isso vende diversos objetos para complementar seu salário. Ao trabalhar conhece um cliente chamado Guilherme, um personagem misterioso que sempre no mesmo horário e local (banco da praça) costuma ler um livro enigmático. Um dia, sem que Pindó perceba, Guilherme deposita o livro na mochila de Zé.
Zé tem um papagaio chamado Pagão, um dos pontos de equilíbrio e comicidade da narrativa. Ao chegar em casa e procurar biscoitos para alimentar a ave, percebe que o livro está em seu domínio: na capa, o seguinte dizer: “Mágico”. Ao abrir, constata ser um livro dos significados dos nomes e fica encantado com a possibilidade de descobrir as raízes do seu.

Buscando o significado de seu nome, em cada cena aparecem personagens que mostram a sua cultura e peculiaridade: japonês, imigrante europeu, negro africano, explorador e índio, sua última visita que apresenta a grandiosidade de seu nome, satisfazendo nosso personagem profundamente: “Pindorama é onde está o coração do índio”, Terras das Palmeiras... Brasil!

No palco, música ao vivo ilustrando as cenas com grandes nomes como Cartola, Noel Rosa, Ary Barroso, Carlos Cachaça e outros.

O espetáculo possui a intenção explícita de despertar na alma valores e dar gama de sentido à mistura de identidades culturais que referenciam a formação corpórea do Brasil.